ñ se preucupe com o amanhã, deixe q o amanhã se preucupe com vc

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terça-feira, 30 de março de 2010

* O amor é mesmo um mistério. Só tem vida no fundo do coração

Há pouco tempo li numa revista especializada que a neurociência, cada dia mais, tem classificado o amor, aquela paixão desenfreada de quem anda cego de amor e não sabe se é noite ou é dia, como vício. Bom vício, claro. Os cientistas descobriram que algumas regiões do cérebro são responsáveis por julgamentos sociais – se uma pessoa é confiável ou não, por exemplo – ficam menos ativas quando contemplam o objeto da sua idolatria, ou seja, a paixão.
Por outro lado, quando as coisas vão mal, uma pessoa envolvida pela cegueira social amorosa custa enxergar razões suficientes para terminar um relacionamento, mesmo sabendo que as coisas não vão bem. Isso porque a reação do cérebro é insistir em reconquistar a pessoa amada em vez de dizer “basta” a um relacionamento ruim com alguém que maltrata, despreza e rejeita o parceiro.
Para a neurociência o amor de uma pessoa é talvez o melhor dos vícios: ‘algo do qual queremos mais, e sempre, e pelo qual fazemos tudo o que for preciso. Ele estimula o sistema de recompensa do cérebro, que nos traz prazer, bem –estar e felicidade - e nos faz querer mais de tudo isso com aquela pessoa. A expectativa do prazer de estar com ela é motivação suficiente para a procurarmos’.
Afirmam os especialistas: (...) “o problema é que, curiosamente, quando o que causou prazer no passado deixa de funcionar, ou só funciona às vezes, o sistema de recompensa responde durante algum tempo a essas lembranças com uma ativação ainda maior, que motiva o cérebro a insistir quase obsessivamente no assunto até recobrar o bem-estar de antes. É exatamente o que nos faz apertar dezenas de vezes seguidas, e cada vez mais desesperadamente, o botão do controle remoto cuja pilha acabou. Você vê que não funciona mais – mas e se, graças à sorte ou ao seu charme, voltar a funcionar? Se voltar, ótimo – ou não, porque, se a calmaria for apenas temporária, logo começa tudo de novo. E se não voltar, a receita da reabilitação é uma só: tempo, abstinência e outros prazeres”.
Isso mesmo. Um sentimento não morre do dia para a noite, mas um novo sentimento pode nascer da noite para dia.

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